20 de agosto: Semáforo no Japão

No dia 20 de agosto de 1931 (1930 em alguns materiais consultados), foram instalados os primeiros semáforos automáticos de três fases (cores) do Japão, em 34 cruzamentos de Tóquio.

Quando falamos em semáforos japoneses, muitos estudantes de língua japonesa questionam: “por que em japonês nos referimos ao sinal verde como 青信号 (Aoshingō, sinal azul)?” Mesmo nas leis japonesas sobre o trânsito, desde 1947, consta como (ao, azul), e não (midori, verde).

Uma das teorias é que um jornal da época noticiou que as três cores do semáforo eram vermelho, amarelo e azul, e acabou “pegando”. Mas, se formos pensar, existem outros objetos como maçã verde, suco verde ou lagartas (verdes), que os japoneses chamam de 青リンゴ (aoringo), 青汁 (aojiru), 青虫 (aomushi), etc.

Segundo os livros de história Kojiki ou Nihon Shoki (ambos do século VII), existiam no Japão, naquela época, apenas quatro palavras para definir cores. (kuro, preto), (aka, vermelho), (ao, azul) e (shiro, branco). Cabe lembrar que estas quatro cores fazem parte do Wu Xing, ou A teoria dos cinco elementos, da China, o que inclui também o amarelo.

A palavra midori, verde, no significado de cor, só passou a ser utilizada mais para frente. Por isso muitos objetos verdes são ditos como azuis. Podemos dizer que o “midori” está dentro da gama de cores que podemos chamar de “ao”.

Estas quatro cores também são as quatro cores que se transformam de substantivo para adjetivo, apenas adicionando a letra (i). 黒い, 赤い, 青い e 白い. O amarelo ou o marrom são (ki) e (cha, mas leia-se tya). Para transformar estas cores em adjetivo, é necessário adicionar o ideograma (iro, cor), além o い, para tornar-se 茶色い ou 黄色い.

Se por um lado, aparentemente, os japoneses teriam essa “confusão” no uso cotidiano para diferenciar o azul do verde, por outro, podemos apresentar também o conceito de 和色 (washoku: cores tradicionais japonesas. Não confundir com o Washoku de gastronomia japonesa, que tem o mesmo som, mas ideogramas diferentes: 和食).

A roupa do Goku, de Dragon Ball: uns chamam de laranja, e outros de “yamabuki iro”, que seria a “cor do sopro das montanhas”, em tradução literal. A tropa Shinsengumi é famosa pelo seu uniforme que uns chamam de azul, outros de verde, mas o nome em washoku é “asagi iro”, cor de “cebolinha suave”. Existe uma infinidade de cores tradicionais japonesas, muitas delas ligadas à natureza ou às percepções humanas. Veja mais no seguinte link, apenas em japonês: www.colordic.org/w

No washoku (和色), existem inúmeros tons de azul e verde. Encerramos mencionando o “ai iro” (藍色), que é o azul índigo. Aizome (藍染) é uma arte tradicional japonesa de tingimento em azul índigo.

Telma Shiraishi, chef-proprietária do restaurante paulistano Aizomê, é a Embaixadora da Boa Vontade da Gastronomia Japonesa no Brasil (neste caso sim, Washoku é 和食, gastronomia japonesa). Telma lidera o Movimento Água no Feijão (MANF), visando levar marmitas de qualidade a comunidades que passam por dificuldades neste contexto de pandemia. O MANF surgiu numa parceria da chef com oito das principais entidades da comunidade nipo-brasileira de São Paulo, sendo uma delas a Aliança Cultural Brasil-Japão. Veja mais detalhes em: www.aguanofeijao.org.br

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